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Жизнь в Полицейском Государстве

Zhizn v Politseyskom Gosudarstve

Vida num Estado Policial

Álbum: Джут
Compositor: Ermen Anti
Letrista: Ermen Anti
Arranjador: Адаптация

Letra em Russo

[Куплет 1]
С газет и с экранов привычные лица
Нам некуда деться и негде укрыться
Одни уезжают, имея в запасе ещё одну Родину, но
Не всем так везет, кто-то должен остаться
И всей этой мерзости сопротивляться
Не дать уничтожить себя и другого
Чтоб не было снова тридцать седьмого

[Припев]
Жизнь в полицейском государстве
Жизнь в полицейском государстве
Жизнь в полицейском государстве
Жизнь, о-о-о-о!

[Куплет 2]
Один мой приятель лишился работы
Теперь он отходит ко дну
Семья его нищая вышла на улицу
А он забухал проклиная судьбу
Не видно просвета в кромешном угаре
Всё больше невинных людей
Кончают с собой или что ещё хуже
Рожают на свет ненормальных детей

[Припев]
Жизнь в полицейском государстве
Жизнь в полицейском государстве
Жизнь в полицейском государстве
Жизнь, о-о-о-о!

[Куплет 3]
И мать защищала от побоев отца
Ты был одним из немногих кто пер до конца
И когда все устали ты рванулся вперед
Но тебе преградили дорогу
Толпы грязных солдат, ненавистных ментов
Они служат режиму таких же козлов
Тем, кто строит дворцы, переносит столицы
А тебе так охота пойти и забыться

[Припев]
Жизнь в полицейском государстве
Жизнь в полицейсоком государстве
Жизнь в полицейском государстве
Жизнь, о-о-о-о!

[Куплет 4]
И если ты меня спросишь, что будет дальше
Я промолчу, ведь чем дальше, тем хуже
Нет поводов для оптимизма и веры
Есть тюрьмы, заборы, решетки и стены
Еще есть друзья и любимая баба
А я из таких кому этого мало
Мне страшно за всех моих близких
Я вижу и знаю к чему мы идём

[Припев]
Жизнь в полицейском государстве
Жизнь в полицейском государстве
Жизнь в полицейском государстве
Жизнь, о-о-о-о!

Tradução em Português

[Verso 1]
Dos jornais e dos ecrãs, os rostos de sempre
Não temos para onde ir e não temos onde nos esconder
Uns partem, tendo de reserva mais uma Pátria, mas
Nem todos têm tanta sorte, alguém deve ficar
E a toda esta imundície resistir
Não deixar que se destrua a si próprio e ao outro
Para que não haja de novo um trinta e sete

[Refrão]
Vida num estado policial
Vida num estado policial
Vida num estado policial
Vida, oh-oh-oh-oh!

[Verso 2]
Um amigo meu perdeu o emprego
Agora ele está a ir para o fundo
A sua família miserável saiu para a rua
E ele começou a beber pesado amaldiçoando o destino
Não se vê uma luz no meio do fumo infernal
Cada vez mais pessoas inocentes
Suicidam-se ou, o que é ainda pior
Dão à luz crianças anormais

[Refrão]
Vida num estado policial
Vida num estado policial
Vida num estado policial
Vida, oh-oh-oh-oh!

[Verso 3]
E a mãe protegia dos espancamentos do pai
Tu foste um dos poucos que avançou até ao fim
E quando todos cansaram tu lançaste-te para a frente
Mas cortaram-te o caminho
Multidões de soldados sujos, bofes odiados
Eles servem o regime de uns gajos igualmente merdosos
Aqueles que constroem palácios, transferem capitais
E tu tens tanta vontade de ir e esquecer tudo

[Refrão]
Vida num estado policial
Vida num estado policial
Vida num estado policial
Vida, oh-oh-oh-oh!

[Verso 4]
E se tu me perguntares o que será depois
Eu calar-me-ei, pois quanto mais longe, pior
Não há motivos para otimismo e fé
Há prisões, cercas, grades e muros
Ainda há amigos e a mulher amada
Mas eu sou dos tais para quem isso é pouco
Tenho medo por todos os meus entes queridos
Eu vejo e sei para onde estamos a caminhar

[Refrão]
Vida num estado policial
Vida num estado policial
Vida num estado policial
Vida, oh-oh-oh-oh!

💡 Interpretação e Contexto Cultural

Crítica Política e a Memória do Terror Estalinista
Trinta e Sete (Тридцать седьмой): A letra faz uma referência direta ao ano de 1937, o auge do «Grande Expurgo» de Estaline. O autor alerta que o estado policial contemporâneo arrisca repetir as prisões em massa e o terror dessa época negra.

Transferência de Capitais: Ermen Anti critica abertamente as elites governantes que «constroem palácios e transferem capitais», uma alusão provável à mudança da capital do Cazaquistão de Almaty para Astana em 1997, vista como um projeto de vaidade do regime.

Resistência Ativa vs. Escapismo: A canção contrasta o desespero social (alcoolismo, suicídio) com o apelo à resistência ética. O autor destaca que, enquanto alguns fogem para o estrangeiro por terem «outra Pátria», a responsabilidade de quem fica é impedir a desumanização sistémica.

Linguagem de Rua: O uso de termos como «menty» (mentos/bofes) e «kozlov» (merdosos/bodes) insere a música na tradição do punk rock de protesto, utilizando o calão para desmistificar o poder e as forças de segurança.

📚 Lição de Russo

Parte 1: Vocabulário Chave
RussoPronúnciaPortuguêsContexto
Мерзости[MYER-zas-ti]Imundície / AbominaçãoSubstantivo feminino; refere-se a algo repugnante ou vil, usado aqui para descrever a atmosfera política.
Забухал[Za-bu-KHAL]Começou a beber pesadoVerbo coloquial (prefixo za- indicando início de ação) para descrever o mergulho no alcoolismo.
Просвета[Pra-SVYE-ta]Luz / Claridade / EsperançaLiteralmente um raio de luz que atravessa as nuvens; metaforicamente, uma esperança no meio do caos.
Ментов[Min-TOF]Bofes / PolíciasGíria depreciativa russa (Genitivo plural de 'ment') para polícias.
Козлов[Kaz-LOF]Cabrões / MerdososLiteralmente 'bodes'; no calão russo e prisional, é um dos insultos mais graves para designar alguém que colabora com o sistema ou é desprezível.
Забыться[Za-BYT'-sya]Esquecer-se / Perder os sentidosVerbo reflexivo que indica o desejo de desligar da realidade, seja pelo sono, álcool ou morte.

Parte 2: Expressões de Lugar e Negação (Некуда / Негде)
A letra utiliza pronomes negativos de lugar que indicam impossibilidade de ação.
Некуда деться (Não há para onde ir/escapar): Indica direção/movimento impossível.
Негде укрыться (Não há onde se esconder): Indica localização impossível.
Em russo, estes pronomes são seguidos sempre do infinitivo e transmitem uma sensação de beco sem saída.

Parte 3: O Comparativo de Superioridade Gradual
A frase «Чем дальше, тем хуже» (Quanto mais longe/adiante, pior) é uma estrutura fixa em russo para expressar progressão proporcional.
Чем [Comparativo], тем [Comparativo].
• Reflete o pessimismo do autor em relação ao futuro do estado policial, onde cada passo temporal agrava a situação.

Exercícios Rápidos

Tenta usar o vocabulário e a gramática acima:

К какому историческому году отсылает автор в первом куплете?

A que ano histórico o autor faz referência no primeiro verso?

Liga as realidades do estado policial às suas descrições na música:

Russo:
Тюрьмы
Дворцы
Менты
Português:
Odiados e servem o regime
Cercas, grades e muros
Construídos por quem transfere capitais

Что случилось с приятелем героя во втором куплете?

O que aconteceu ao amigo do herói no segundo verso?